domingo, 7 de novembro de 2010

Outono

Te pinto dum verde transfigurado
Te ouço em conversas com os ventos
Em sussuros de almas pungentes
Te vestes com trajes de mil cores
Quentes pálidas desbatidas 
No tempo que te resta
Reflectidas em espelhos de água
Ora azuis ora cinzentos
Teus amarelos sorrisos
De abraços de Verão
Teus  tons de vermelho
De amores acabados
Guardados em páginas de livros
Teus ressequidos castanhos
De efémeros contos
Quiçá duradoiros romances
Que deram olfactivos e saborosos frutos
Ai Outono das minhas Primaveras
Que provas que o AMOR
Talvez não sendo eterno é terno
No sabor na saudade
Nos ecos do silêncio do Inverno

Manuela Becken  
Nov./2010

2 comentários:

  1. Um Sol tímido, uma brisa que ganha força, uma noite mais longa... A chuva teima em nos visitar de quando em quando e o vento enfurece-se! As árvores ganham vida balançando com o vento, tentando resistir à sua força e ganham cor, vida... O Outono acorda-as da "pasmaceira" do Verão...
    Não gosto muito do Outono... O frio, a chuva, o fim dos dias longos e quentes... Mas este poema transforma-o numa experiência de sentidos e sentimentos simplesmente contagiante!

    Micaela ;)

    ResponderExcluir
  2. Bonita leitura de Outono, também muito contagiante e gratificante!! Beijos querida!!

    Manuela Becken

    ResponderExcluir