Te pinto dum verde transfigurado
Te ouço em conversas com os ventos
Em sussuros de almas pungentes
Te vestes com trajes de mil cores
Quentes pálidas desbatidas
No tempo que te resta
Reflectidas em espelhos de água
Ora azuis ora cinzentosTeus amarelos sorrisos
De abraços de Verão
Teus tons de vermelho
De amores acabados
Guardados em páginas de livros
Teus ressequidos castanhos
De efémeros contos
Quiçá duradoiros romances
Que deram olfactivos e saborosos frutos
Ai Outono das minhas Primaveras
Que provas que o AMOR
Talvez não sendo eterno é terno
No sabor na saudade
Nos ecos do silêncio do Inverno
Manuela Becken
Nov./2010