Instantes
quarta-feira, 23 de março de 2011
Talvez...
Talvez...
Folhagem de gestos
Quentes, suados,
Sinfonia de suspiros,
Bramidos de delírios…
Brilhos de olhares que tocam a alma,
Mordidas, abraços com tal ardor…
….É assim o nosso ….
Talvez não seja “amor’’
Esta mistura de entranhas
Num dado percurso do tempo.
Talvez não seja desejo
Este turbilhão de regalos,
De loucura nua na cama.
Talvez não seja nada;
Somente entrega de corpo
Que majestosamente trocam
Beijos, olhares e afagos…
Talvez na fogosidade dessa entrega
Se encontre o nome que a define…
Talvez….
Manuela Becken
« Cada momento de busca é um momento de encontro» (?)
NOV/2006
domingo, 7 de novembro de 2010
Outono
Te pinto dum verde transfigurado
Te ouço em conversas com os ventos
Em sussuros de almas pungentes
Te vestes com trajes de mil cores
Quentes pálidas desbatidas
No tempo que te resta
Reflectidas em espelhos de água
Ora azuis ora cinzentosTeus amarelos sorrisos
De abraços de Verão
Teus tons de vermelho
De amores acabados
Guardados em páginas de livros
Teus ressequidos castanhos
De efémeros contos
Quiçá duradoiros romances
Que deram olfactivos e saborosos frutos
Ai Outono das minhas Primaveras
Que provas que o AMOR
Talvez não sendo eterno é terno
No sabor na saudade
Nos ecos do silêncio do Inverno
Manuela Becken
Nov./2010
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Ser...
Às vezes sou
O ser que não sou.
Às vezes não sou
O ser que quero ser.
Às vezes não acredito ser
O ser que julgo ser.
Às vezes sou o ser
Que desconheço ser.
Às vezes...
« ser ou não ser, eis a questão»
Que aperta ou jubila o coração
Outras....
Outras vezes tenho o sol
E ilumino sorrisos.
Outras tenho um jardim
E perfumo pensamentos.
Outras tenho o mar
E inundo a alma.
Outras tenho o vento
E sacudo mentalidades.
Outras tenho montanhas
E crio o sonho, a ilusão.
Outras tenho as nuvens
E abafo na confusão.
Outras tenho a chuva
E choro a solidão.
Outras tenho a criança
E brinco na esperança...
É...
É que às vezes
Falta a sensatez
De viver uma vez de cada vez!!!
Manuela Becken
O ser que não sou.
Às vezes não sou
O ser que quero ser.
Às vezes não acredito ser
O ser que julgo ser.
Às vezes sou o ser
Que desconheço ser.
Às vezes...
« ser ou não ser, eis a questão»
Que aperta ou jubila o coração
Outras....
Outras vezes tenho o sol
E ilumino sorrisos.
Outras tenho um jardim
E perfumo pensamentos.
Outras tenho o mar
E inundo a alma.
Outras tenho o vento
E sacudo mentalidades.
Outras tenho montanhas
E crio o sonho, a ilusão.
Outras tenho as nuvens
E abafo na confusão.
Outras tenho a chuva
E choro a solidão.
Outras tenho a criança
E brinco na esperança...
É...
É que às vezes
Falta a sensatez
De viver uma vez de cada vez!!!
Manuela Becken
Invicta
Eis-me aqui cidade que adoro
E brilha a luz na noite que cai
Mais depressa que o voo das palavras
Que demoram a expressar
A lindeza que o olhar desperta.
Ai ! a frescura... a brisa
Tornam trémula as águas do Douro
E a correnteza do pensamento.
Aqui é mais um porto de sorrisos
De lânguidos olhares pelos Rabelos
E pelo casario empilhado em cascata.
Porto que as gentes convidas
A abraçar tua dourada beleza
Que o sol descobre e a noite ilumina
Minha triste e tua tão grande singeleza!
Manuela Becken (Jun/2000)
E brilha a luz na noite que cai
Mais depressa que o voo das palavras
Que demoram a expressar
A lindeza que o olhar desperta.
Ai ! a frescura... a brisa
Tornam trémula as águas do Douro
E a correnteza do pensamento.
Aqui é mais um porto de sorrisos
De lânguidos olhares pelos Rabelos
E pelo casario empilhado em cascata.
Porto que as gentes convidas
A abraçar tua dourada beleza
Que o sol descobre e a noite ilumina
Minha triste e tua tão grande singeleza!
Manuela Becken (Jun/2000)
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Encontro
Passeei comigo e falámos...
Falámos de coisas bobas e simples:
Do tempo, dos pássaros, das flores, das gargalhadas de quase nadas, mas fortes no sentir;
Falámos dos amores, dos desamores e lamentámo-nos dos fados da vida;
Cortámos flores e enfeitámos corações e emoções;
Demos as mãos e corremos descalças na relva já fresca sob o anoitecer dourado de Setembro;
Olhámos o céu e dissemos adeus às andorinhas que estão de partida;
Jantámos no Cantinho das Meninas e sentimos a brisa que vinha do mar!
Depois, como boas amigas, nos olhámos e nos despedimos com beijos e abraços
E... fomos, cada uma por seu lado.
Eu entrei e pus-me a escrever...
Ela foi ler o que escrevi e não achou "piada" alguma....!
A noite veio devagarinho com a lua.
E o luar iluminava memórias na madrugada,
O sono saltava de olho em olho e não queria sossegar.
Nós, ali debaixo do estrelado céu, confirmávamos o desassossego do sono
E questionávamos a insónia:
_Saudade?
_Solidão?
_Mágoas?
_Questões do coração?
Talvez sim, talvez não!!!
Mas... coisas simples do que sou, que embalo com emoção!!
Manuela Becken
Set./2010
Falámos de coisas bobas e simples:
Do tempo, dos pássaros, das flores, das gargalhadas de quase nadas, mas fortes no sentir;
Falámos dos amores, dos desamores e lamentámo-nos dos fados da vida;
Cortámos flores e enfeitámos corações e emoções;
Demos as mãos e corremos descalças na relva já fresca sob o anoitecer dourado de Setembro;
Olhámos o céu e dissemos adeus às andorinhas que estão de partida;
Jantámos no Cantinho das Meninas e sentimos a brisa que vinha do mar!
Depois, como boas amigas, nos olhámos e nos despedimos com beijos e abraços
E... fomos, cada uma por seu lado.
Eu entrei e pus-me a escrever...
Ela foi ler o que escrevi e não achou "piada" alguma....!
A noite veio devagarinho com a lua.
E o luar iluminava memórias na madrugada,
O sono saltava de olho em olho e não queria sossegar.
Nós, ali debaixo do estrelado céu, confirmávamos o desassossego do sono
E questionávamos a insónia:
_Saudade?
_Solidão?
_Mágoas?
_Questões do coração?
Talvez sim, talvez não!!!
Mas... coisas simples do que sou, que embalo com emoção!!
Manuela Becken
Set./2010
sábado, 11 de setembro de 2010
Na Praia
Aqui entre gente
A gente se perde.
O vento não fala
Mas sussurra a brisa
com hálito a maresia!
Imagens ondulantes
Do mar inalcançável...!
A gente aqui
Agente do lazer
Do nada fazer fazendo
E...
Olhando o nada da gente
Há sinais e perecer!
Manuela Becken
Verão/2010
A gente se perde.
O vento não fala
Mas sussurra a brisa
com hálito a maresia!
Imagens ondulantes
Do mar inalcançável...!
A gente aqui
Agente do lazer
Do nada fazer fazendo
E...
Olhando o nada da gente
Há sinais e perecer!
Manuela Becken
Verão/2010
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